balconizando
22/06/09 14:29 Filed in: escritos
Novamente de pé apoiado no mesmo balcão na relação de
quem-escora-quem. O mesmo copo de cerveja finalmente
gelado pelo inverno. As mesmas pessoas da esquina do
mundo. O mesmíssimo salgado retorcido fita os
fregueses quase que dizendo "me coma pra morrer de
azia". Pediu o mesmo lanche imaginando morder a bunda
do tempo pra ele seguir adiante. De nada vale
apressar relógios, os tempos novos apenas trocam de
roupa, o que era de fórmica hoje é de textura
instantânea, boato conversa-mole, papo furado tudo ao
alcance do clique. e tudo passa depressa pois se o
tudo parar pra pensar, nada vale a pena, com alma
grande, média ou postiça. A vida, mesmo filtrada pelo
amarelo-cerveja-quente, se mostra ali: inteiriça e de
muletas.

